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Dia das Mães

 

 

Dia das Mães (Brasil) ou Dia da Mãe (Portugal) é uma data comemorativa que homenageia anualmente a figura familiar materna (mãe) e a maternidade. A data de comemoração varia de acordo com o país. Em Portugal e nos PALOP é comemorado no primeiro domingo do mês de maio e no Brasil no segundo domingo do mês de maio.

Origem
A mais antiga comemoração do dia das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses. A Enciclopédia Britânica diz: “Uma festividade derivada do costume de adorar a mãe, na antiga Grécia. A adoração formal da mãe, com cerimônias para Cibele ou Rhea, a Grande Mãe dos Deuses, era realizada nos idos de março, em toda a Ásia Menor.”

Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada pela ativista Ann Maria Reeves Jarvis, que fundou em 1858 os Mothers Days Works Clubs com o objetivo de diminuir a mortalidade de crianças em famílias de trabalhadores. Jarvis organizou em 1865 o Mother’s Friendship Days (dias de amizade para as mães) para melhorar as condições dos feridos na Guerra de Secessão que assolou os Estados Unidos no período.

Em 1870 a escritora Julia Ward Howe (autora de O Hino de Batalha da República) publicou o manifesto Mother’s Day Proclamation, pedindo paz e desarmamento depois da Guerra de Secessão.

Dia das Mães em período de Quarentena

Independente da data exata, desde sempre, em todo o mundo, mães e filhos comemoram o dia juntos ou separados. Durante a crise do coronavírus, quem está fazendo o isolamento junto à mãe terá o privilégio de celebrar ao lado dela.

Aqueles que moram longe vão ressignificar a forma de estar presente: uma ligação, uma chamada de vídeo — que, nos tempos atuais, são o abraço e o beijo que muitos não têm podido dar.

O significado do dia das Mães, nada mais é que  “O amor e a união que transcende décadas, fronteiras e agora também as pandemias !!!

 

Histórias de Mães:

Liani Martini, 52 anos, mãe da Carolini e Bruno (Campo Bom/RS) – participantes do caderno especial  “histórias de mães” da Universo da Inclusão  – (texto Tais Lambert)

 

“Planejamos muito a chegada da Carolini. Quando ela nasceu foi uma alegria, uma bebê linda e grande, pesando 4,1 kg. A gestação foi comum, sem nenhuma complicação. No entanto, ela nasceu com atrofia muscular espinhal, uma deficiência genética, mas ainda não havíamos tido nenhum caso na família.

Ela teve um bom desenvolvimento. Porém, quando fez 1 aninho, ainda não conseguia ficar em pé e não tinha equilíbrio para ficar sentada. Foi então que eu e meu marido começamos a buscar ajuda médica. Mesmo sem nenhum diagnóstico, logo a coloquei para fazer fisioterapia e natação. Aprendi a dirigir para levá-la na fisioterapia.

Foram várias consultas e em uma delas o médico disse que não sabia o que ela tinha e que provavelmente só viveria até os oito anos. Além da notícia, o jeito indelicado que ele falou foi horrível, eu saí do consultório já com sentimento de luto, contei para meu marido e minha mãe, que também ficaram desolados.

Foram anos de angústia sem ter um diagnóstico verdadeiro, sem ter nenhum apoio de mães, nem nada parecido. Não tínhamos nenhuma esperança médica e apelamos para várias religiões na busca de alguma saída. Quando mais se aproximava dos 8 anos de vida da Carol, mais aumentava o medo, mas nem por isso deixamos de fazer festinhas e comemorar cada aniversário.

Então passaram os oito anos e nada aconteceu. Começamos a não acreditar tanto no médico e continuamos seguindo a vida normalmente.

Com 9 anos, a Carol ganhou um irmãozinho, o Bruno. Foi uma surpresa e, ao mesmo tempo um susto, porque não sabíamos se ele também teria a deficiência ou não. Fui muito julgada por ter engravidado novamente, mas não deixei de aproveitar minha gravidez e comemorar com alegria a chegada do menino.

Depois de um ano, a Carol estava na natação quando a fisioterapeuta observou que o Bruno caminhava na ponta do pé e sugeriu que o levássemos ao médico. Achávamos que não era a deficiência que a Carol tinha, porque ela nunca havia caminhado. Quando, finalmente, fizemos um exame de DNA, foi diagnosticado que o Bruno nasceu com atrofia muscular tipo 1, e a Carol com tipo 2.

A essa altura eu já estava mais ciente da deficiência deles e consegui seguir a vida. Ao contrário dos 70% dos maridos que abandonam suas mulheres e filhos com deficiência, o meu esposo não nos deixou e continuamos casados há mais de 30 anos. Também sempre tive o apoio da minha mãe, que ficava com eles enquanto eu trabalhava e estudava.

A infância da Carol foi como de qualquer outra criança, a gente a levava em parques e pracinhas. No final de semana, ia brincar com os primos. Ela adorava dormir na casa das tias. No momento de colocá-la na escola comecei a apoiá-la para estudar. Fiz questão de matriculá-la em uma escola regular, onde estudou com todos seus colegas, sem nenhuma diferença.

É claro que o fato de eu trabalhar nessa escola contribuiu muito para que pudesse deixá-la aos cuidados dos professores. De qualquer forma, sempre a incentivei a continuar os estudos e assim foi até a graduação. Tanto que eu só dirigia dentro de nossa cidade, porque não me sentia muito segura. Em 2017 decidi perder o medo e comecei a dirigir até outra cidade para levá-la ao estágio.

O acaso, a genética e a incompatibilidade nos dão filhos com deficiência. E agora, o que fazer? Trancar-se dentro de casa, impedi-los de fazer parte de uma sociedade que, por muitas vezes, vai deixá-los de lado? Ou quem sabe fazer o papel da mãe guerreira, batalhadora, do exemplo de força para muitos? Quem nunca ouviu essas palavras?

Na verdade, não é essa a visão que queremos representar para a sociedade, e muito menos privar nossos filhos de alçarem voos maiores. Cabe a nós, mães, incentivá-los a dar sempre o seu melhor, aprimorar seus conhecimentos e suas vivências, tornando-os cidadãos conscientes de que a vida, quando bem estruturada e planejada, tem grandes feitos a oferecer.

Por mais que seja difícil, é preciso ter em mente que não somos mães eternas e que, em algum momento, não estaremos mais presentes na vida de nossos filhos. Mesmo que tenhamos o coração constantemente batendo mais forte, andando fora do peito, precisamos acreditar que nossos filhos estão, acima de tudo, felizes e realizados como seres humanos”

 

 

Por: Marco Gouveia

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