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Por que somos pobres?

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Por: Geraldo Nogueira; Subsecretário da Pessoa com Deficiência no Município do Rio de Janeiro

Para que 1 bilhão de pessoas com deficiência – 15% da população mundial – tenha acesso a todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, a ONU trabalha pela implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), aprovada em 2006 e incorporada ao ordenamento jurídico nacional em 2009. A partir desse trabalho, estudos revelam que nesse segmento populacional as pessoas são mais propensas a experimentar a pobreza.

Em todo o mundo, 20% das pessoas mais pobres têm algum tipo de deficiência e 80% das pessoas com deficiência vivem em países em desenvolvimento. O maior risco de pobreza é identificado entre as pessoas com deficiência que residem em regiões com baixa densidade laboral ou baixo rendimento per capita e a exclusão é experimentada, sobretudo pelos grupos de pessoas com deficiências mais graves, não havendo diferenças expressivas entre homens e mulheres.

A elevação do risco de pobreza e a exclusão social no segmento podem ser explicadas por fatores como os menores níveis de educação, menores taxas de emprego, menores rendimentos por trabalho e maiores despesas com cuidados de saúde em comparação com as pessoas sem deficiência. Outro fator que impulsiona a pobreza, estando entre as dez principais causas de incapacidade nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, é a condição de saúde mental, incluindo o abuso de álcool.

A depressão, por exemplo, ocupa a terceira posição no ranking global de doenças e deve chegar à primeira posição em 2030. Estima-se que no mundo, uma de cada quatro pessoas terá algum problema mental ao longo da vida e calcula-se que quase 1 milhão de pessoas morrem por suicídio todos os anos, sendo a terceira principal causa de morte entre os jovens.

Clarifica-se assim, a maior vulnerabilidade social das pessoas com deficiência e, portanto, é urgente que especial atenção deva ser dada ao seu bem-estar e integridade, reforçando o dever da família, da sociedade e do poder público na sua proteção contra todas as formas de exploração, negligência e violência, incluindo erradicação da pobreza, elevação da educação e empregos dignos, redução das desigualdades e promoção do desenvolvimento sustentável inclusivo em benefício das pessoas com deficiência.

 

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